quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Soho já descobriu 2 mil cometas com ajuda de astrônomos amadores

A agência espacial norte-americana (Nasa) informou que a nave Soho (Observatório Solar e Heliosférico, na sigla em inglês) já registrou a existência de 2 mil cometas no espaço, desde o lançamento em dezembro de 1995. Para atingir a marca, o instrumento da parceria entre Nasa e a agência espacial europeia (ESA) contou com a ajuda de astrônomos amadores na Terra, que analisam diariamente as informações enviadas à Terra.
Os últimos dois foram catalogados por Marcin Kusiak, um estudante de astronomia de uma universidade da cidade de Cracóvia, na Polônia no dia 26 de dezembro. Ele já encontrou mais de 100 cometas desde que começou a colaborar com a equipe do Soho, em 2007. Durante os 15 anos, cerca de 70 pessoas de 18 países já ajudaram no trabalho de registros dos astros.
De acordo com a Nasa, a Soho é a maior reveladora de cometas que existe. Após receber análises dos voluntários e confirmar as descobertas, a equipe responsável pela sonda envia os dados para catálogo no Minor Planet Center, em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts. O local mantém um registro de corpos celestes pequenos e de suas respectivas órbitas.
Cometas Soho 2000 1
Imagens divulgadas pela sonda espacial Soho permitem a descoberta de novos cometas no Sistema Solar. Até agora, 2 mil já foram catalogados graças às câmeras da nave e ao trabalho de astrônomos amadores, que analisam os dados divulgados publicamente. (Foto: Soho / Nasa / ESA)
Segundo Joe Gurman, um projetista da sonda do Instituto Goddard, da Nasa, as descobertas possibilitadas pela Soho desde 1995 dobraram o número de órbitas conhecidas dos cometas na comparação com o que se conhecia nos últimos 300 anos. Nos primeiros dez anos de atividade, foram 1000 cometas descobertos. A outra metade foi revelada nos últimos cinco anos.
Originalmente criada para monitorar o Sol, a sonda fornece dados sobre cometas por meio de um instrumento chamado Lasco, que monitora a coroa solar, camada que reveste a estrela. Os voluntários estudam as imagens geradas pelas câmeras do dispositivo, que estão disponíveis para acesso público. O Lasco bloqueia a luminosidade da parte mais brilhante do Sol, permitindo a identificação de novos corpos celestes.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Interesses de Twitteiros é maior por astronomia do que por política

O Twitter Grader, ferramenta que mede a popularidade de um twitteiro em seu estado ou país, acaba de demonstrar mais uma vez que a astronomia está despertando mais a atenção do que a Política. Na medição feita em 21/12/2010, o Astrônomo Eduardo Baldaci ocupa o 13º lugar no Hanking dos twitters mais acessados e retwittados do Estado de Mato Grosso, superando políticos históricos que possuem uma grande máquina de mídia e divulgação. Em quantidade de Followers, Baldaci só é mesmo superado por Mauro Mendes (1,170), já que Dilceu DalBosco só possuí 586. Talvez seja um sinal dos céus para que os políticos olhem mais para as causas educacionais e sociais, apoiando o Projeto do Observatório de Cuiabá.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Japoneses inventam o "Astrocar", o Caminhão Observatório

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ECLIPSE TOTAL LUNAR SERÁ VISÍVEL DIA 21 EM TODO O BRASIL


Fases de um Eclipse Lunar total

Lua avermelhada pela Umbra terrestre

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ITALIAN AMATEUR ASTRONOMER DREAM TO BUILD AN OBSERVATORY

My new friend Giusseppe Conzo, from Rome-Italy have an important dream: To build an observatory.


Skies over Minto

 We report the entry into the private activities of the observatory of Minto (LT), where a regular basis (once a month) evenings are organized to give public access to the telescope to all who wish to participate.



Currently, the Observatory conducts visual observation of Dobson with a 300 mm diameter, with different eyepieces and filters.
In future, the project includes a second telescope that will be used for astrophotography, and the search for exoplanets.

Site http://www.ogcweb.org/

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Fracassa missão japonesa de levar sonda espacial à órbita de Vênus

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) informou nesta quarta-feira (8) que a sonda “Akatsuki” (Aurora) fracassou em sua tentativa de penetrar na órbita de Vênus, quase sete meses após ter partido da Terra.

A Jaxa acredita que a sonda, que ficou a 550 km da superfície de Vênus na terça-feira (7), não desacelerou o suficiente para entrar na órbita do planeta, segundo a agência local “Kyodo”.
A agência japonesa indicou que está investigando as causas do fracasso.
Pelo projeto, era preciso manter aceso durante 12 minutos o motor da sonda para assim poder freá-la e colocá-la na órbita do planeta. Mas o processo que fracassou por razões ainda desconhecidas.
Sonda Vênus 1
Sonda japonesa 'Akatsuki'. (Foto: Akihiko Ikeshita / Jaxa via Jiji Press / AFP Photo
Foram investidos 25,2 bilhões de ienes (230 milhões de euros) no desenvolvimento da “Akatsuki”, que viajou 520 milhões de quilômetros desde seu lançamento a bordo de um foguete, em 21 de maio.
A Jaxa deveria comprovar no fim da noite desta terça se sua sonda conseguira entrar na órbita de Vênus, mas teve problemas de comunicação com a base de comando.
Trata-se da terceira vez em que o Japão não tem sucesso em seu intento de colocar uma sonda na órbita de um planeta que não seja a Terra. As outras duas foram em 1998 e 2003, ambas em Marte.
Entre outros objetivos, a “Akatsuki” examinaria a possível atividade vulcânica em Vênus, um planeta rochoso similar à Terra em tamanho e massa mas com uma pressão 90 vezes maior e uma temperatura de mais de 400ºC.

NASA Sold Computer Hard Drives Containing Sensitive Government Info

By Stuart Fox

Julian Assange may have needed a mole inside the Army to get sensitive government documents for WikiLeaks, but thanks to the lax IT procedures at NASA, it looks like he may have only needed an eBay account.
Due to weak security measures and an agency culture that struggles with properly handling property transfer, NASA sold hard drives to the general public that contained information that could help hackers penetrate the space agency's computers, according to a new report from the NASA's Office of Inspector General (OIG).
The computers were left over from the shuttle program, which NASA sold off publicly after they had been properly sanitized of any sensitive information. However, it seems that a combination of poorly designed procedures and individual failures led NASA personnel to skip that sanitation step. Overall, 10 entires PCs that might have contained IP information and other sensitive data are known to have ended up sold to private citizens.
"During our audit, we discovered significant weaknesses in the sanitization and disposal processes for IT equipment at four NASA Centers – Kennedy and Johnson Space Centers and Ames and Langley Research Centers," the report reads.
This is not the first time that NASA has come under fire for poor information technology and equipment management. According to the Government Accountability Office (GAO), NASA misplaced $94 million in equipment between 1997 and 2007, and failed to meet their goals of stopping such losses in six of those ten years.
A 2007 GAO report portrayed a NASA culture where property mismanagement and loss rarely results in punishment. In one instance, a NASA employee escaped punishment despite providing an explanation for losing a laptop consisting of the excuse "this computer, although assigned to me, was being used on board the International Space Station. I was informed that it was tossed overboard to be burned up in the atmosphere when it failed," the 2007 GAO report said.

Evolucionistas...Ainda não foi desta vez, e nem será... Cientistas contestam estudo sobre bactéria composta por arsênio

Uma reportagem publicada nesta terça-feira (7) no site Slate traz críticas de cientistas ao estudo divulgado pela Nasa na última quinta-feira sobre uma bactéria que consegue viver com o elemento químico arsênio em seu DNA. O anúncio repercutiu na imprensa mundial pelo fato de todas as formas de vida até então conhecidas serem baseadas principalmente na combinação de apenas seis átomos básicos: carbono (C), hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), fósforo (P) e enxofre (S).

Para a professora de microbiologia Rosie Redfield, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, o trabalho denominado "Uma bactéria que consegue crescer usando arsênio em vez de fósforo" é "sem sentido". "Fiquei impressionada com o nível ruim de ciência do artigo", disse ao site. Ela pretende escrever uma carta à revista "Science", que publicou o estudo, formalizando suas queixas.

Para o microbiologista Forest Rohwer, da Universidade Estadual de San Diego (EUA), especialista em novas espécies de bactérias e vírus em recifes de corais, a descoberta seria interessante, se fosse confiável. "Nenhum dos argumentos foi muito convincente", disse o cientista. Já Shelley Copley, da Universidade de Colorado, vai mais longe. "O artigo não deveria ter sido publicado."

Apesar das censuras, nenhum dos pesquisadores consultados pelo site negou a possibilidade de a estranha bactéria ser possível. Roger Summons, professor do Instituto Tecnológico de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês) e um dos entrevistados, foi coautor de um estudo da Academia Americana de Ciências sobre vida extraterrestre que defendia a pesquisa em biologia com base em arsênio, publicado na "Science" em 2007.

Uma das críticas citadas refere-se ao método de retirada do DNA do micro-organismo utilizado pelos cientistas da Nasa, que deveria ter contado com precauções a mais para "limpar" o material de outras moléculas. Sem essas medidas, o arsênio pode simplesmente ter se atrelado ao DNA. "É bem trivial fazer um trabalho melhor que esse", disse Rohwer.

Para o microbiologista Alex Bradley, da Universidade Harvard, os cientistas da Nasa demonstraram, sem querer, falhas na pesquisa. Ao fazer a imersão do DNA da bactéria GFAJ-1 na água para análise, os pesquisadores deveriam ter observado uma fragmentação do material genético, já que compostos com arsênio se desintegram rapidamente no contato com o líquido.

Bradley defende que o DNA manteve-se unido por causa da presença de fosfato, mesmo em quantidades reduzidas. O pesquisador lembra que micro-organismos crescem no Atlântico Norte com níveis de fosfato 300 vezes menores que os aferidos em culturas de laboratório.

Como os pesquisadores da Nasa utilizaram sais para alimentar as bactérias que, segundo eles próprios admitiram, continham pequenas doses de fosfato, os críticos acreditam que as bactérias usaram parte dessa provisão escassa do elemento químico para sobreviver.

Norman Pace, também da Universidade de Colorado, pioneiro na identificação de micro-organismos pela análise de DNA e coautor do trabalho divulgado há 3 anos, foi outro a não poupar críticas. "Níveis reduzidos de fosfato, investigadores ingênuos e revisores ruins fazem a história desse estudo", disse.

A defesa
"Todo debate proposto deverá passar por uma revisão, da mesma forma que nosso artigo passou, com todas as discussões podendo ser moderadas corretamente", disse Felisa Wolfe-Simon, do instituto de astrobiologia da Nasa e principal autora do artigo publicado na semana passada na "Science".

Já Ronald Oremland, ligado a um órgão de pesquisa geológica norte-americano, disse que o debate sobre o estudo não pode descambar para um "fórum midiático". "Se estamos errados, outros cientistas deveriam reproduzir nossos achados. Se estivermos certos, então nossos competidores nos aceitarão e nos ajudarão a compreender melhor esse fenômeno."

A negativa de debater em público os resultados contestados não convenceu Jonathan Eisen, da Universidade da Califórnia em Davis. "Eles fizeram ciência por meio de notas para a imprensa e órgãos de mídia", disse o pesquisador. "É um pouco hipócrita eles quererem basear sua defesa agora na literatura científica."

De acordo com o site, a equipe da Nasa ofereceu a cultura de bactéria GFAJ-1 para testes que decidirão, de uma vez por todas, se o micro-organismo possui, de fato, um DNA sustentado com base no arsênio.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Planning an Observatory: Project "Astronomy with Purpose"

Planning an Observatory: Project "Astronomy with Purpose": "RDM Magazine - The Mato Grosso Best Magazine with an interview about my dream. The Project 'Astronomy with a Purpose' can´t be understood ..."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

FENÔMENO QUE PROVOCA ECO NAS ONDAS DE RÁDIO – O LONG-DELAY RADIO ECHOES – VOLTA À SER REGISTRADO

Tradução por Eduardo Baldaci - PY9 EBL


ECOS DE ATRASO LONGO, ou simplesmente, LONG-DELAY RADIO ECHOES são ecos das trasmissões via rádio que retornam ao próprio transmissor depois de uma determinada transmissão. São considerados LDE´s atrasos com mais de 2,7 segundos.


O fenômeno foi registrado pela primeira vez em 1927 pelo engenherio civil Jorgen Hal (Oslo, Noruega). Hals percebeu um inesperado eco logo depois de uma de suas transmissões. Incapaz de entender o fenômeno, escreveu para o físico norueguês Carl Stormer relatando o fato.

Durante a última tempestade geomagnética de 27 de novembro de 2010, um evento classe G2, o Rádio amador alemão Pedro Brogl (DK6NP) testemunho novamente o fenômeno. Quarenta e seis segundos depois de transmitir seu sinal de chamada em 7MHz, ele recebeu sua própria transmissão de volta. Brogl pensou que era uma brincadeira de outro colega, mas ao trocar de banda o fenômeno continuou se repetindo por mais de uma hora, tempo suficiente para várias gravações.

O fenômeno ainda é pouco conhecido e algumas explicações ainda estão em inglês.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

The Sun Steals Comets from Other Stars

The next time you thrill at the sight of a comet blazing across the night sky, consider this: it's a stolen pleasure. You're enjoying the spectacle at the expense of a distant star. 


 
A cluster of stars forming in the Orion nebula. According to Hal Levison's research, these stars could be swapping comets. [more
 
 
 
 
 
 
Sophisticated computer simulations run by researchers at the Southwest Research Institute (SWRI) have exposed the crime.
"If the results are right, our Sun snatched comets from neighboring stars' back yards," says SWRI scientist Hal Levison. And he believes this kind of thievery accounts for most of the comets in the Oort Cloud at the edge of our solar system.
"We know that stars form in clusters. The Sun was born within a huge community of other stars that formed in the same gas cloud. In that birth cluster, the stars were close enough together to pull comets away from each other via gravity. It's like neighborhood children playing in each others' back yards. It's hard to imagine it not happening."
According to this "thief" model, comets accompanied the nearest star when the birth cluster blew apart. The Sun made off with quite a treasure – the Oort Cloud, which was swarming with comets from all over the "neighborhood."
The Oort cloud is an immense cloud of comets orbiting the Sun far beyond Pluto. It is named after mid-20th century Dutch astronomer Jan Oort, who first proposed such a cloud to explain the origin of comets sometimes seen falling into the inner solar system. Although no confirmed direct observations of the Oort cloud have been made, most astronomers believe that it is the source of all long-period and Halley-type comets. 


An artist's concept of the Oort cloud. Note that the distance scale is logarithmic. Compared to the size of planetary orbits, the Oort cloud is very far away. Indeed, the estimated size of the Oort cloud, 10^5 AU, is approximately 1 light year. If the Sun passed within 2 light years of another sun-like star, the stars' Oort clouds would overlap and their comets would intermingle. Image credit: ESO. [more]
The standard model of comet production asserts that our Sun came by these comets honestly.
"That model says the comets are dregs of our own solar system's planetary formation and that our planets gravitationally booted them to huge distances, populating the cloud. But we believe this kind of scenario happened in all the solar systems before the birth cluster dispersed."
Otherwise, says Levison, the numbers just don't add up.
"The standard model can't produce anywhere near the number of comets we see [falling in from the Oort Cloud]. The Sun's sibling stars had to have contributed some comets to the mix."

 
 
Could this comet rock-star have been stolen from another stellar system? No one knows. Read more about Comet Hartley 2 here.
Comets in the Oort Cloud are typically 1 or 2 miles across, and they're so far away that estimating their numbers is no easy task. But Levison and his team say that, based on observations, that there should be something like 400 billion comets there. The "domestic" model of comet formation can account for a population of only about 6 billion.
"That's a pretty anemic Oort Cloud, and a huge discrepancy – too huge to be explained by mistakes in the estimates. There's no way we could be that far off, so there has to be something wrong with the model itself."
He points to the cometary orbits as evidence.
"These comets are in very odd orbits – highly eccentric long-period orbits that take them far from our Sun, into remote regions of space. So they couldn't have been born in orbit around the Sun. They had to have formed close to other stars and then been hijacked here."
This means comets can tell us not only about the early history of the Sun – but also about the history of other stars.
"We can study the orbits of comets and put their chemistry into the context of where and around which star they formed. It's intriguing to think we got some of our 'stuff' from distant stars. We're kin."

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Morre o Astrônomo Brian G. Marsden

O mundo astrônomico foi alertado por telegrama da IAU, porém, desta vez não era nenhum surgimento de um novo astro... Mas sim, a morte de um grande "astro" da astronomia.Brian Marsden morreu após um longo tempo lutando pela saúde.
Marsden atuou como diretor  da Central da IAU Bureau of Astronomical Telegramas (até 2000) e do Centro de Planetas Menores (até 2006), posições que efetivamente o fez ser conhecido de todo astrônomo profissional ou amador ao redor do Mundo em virtudes de suas descobertas astronômicas. Marsden era o responsável pela verificação de cada suposta descoberta de um cometa, asteróide ou supernova. Granhou fama mundial ao afirmar que o objeto 1997 XF11 irá se colidir com a Terra.
Fica aqui o nosso tributo à este grande cientista que marcou época na astronomia mundial.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hayabusa trouxe partículas de asteroide

 A JAXA - agência espacial japonesa - confirmou nesta sexta-feira que a sonda Hayabusa coletou partículas de asteroide Itokawa.

A agência observou e analisou por meio de microscópio eletrônico as amostras que forma coletadas com uma espátula especial e chegou à conclusão de que cerca de 1,5 mil grãos de poeira são do asteroide Itokawa.

O tamanho de cada grão não chega a 10 mm, e a coleta de cada grão requer habilidades e técnicas especiais. A JAXA está desenvolvendo técnicas e preparando equipamentos para as análises inicias dessas partículas.

 Concepção artística do pouso da sonda japonesa no asteroide Itokawa.











Em junho deste ano, a sonda retornou à Terra após uma viagem de sete anos e 5 bilhões de km. Ao entrar na atmosfera, a maior parte do equipamento se desintegrou e apenas uma pequena cápsula, que armazenava a poeira, foi resgatada.

Satélite da ONU quer transformar cocô de astronauta em combustível

A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou, nesta quarta-feira (17), que vai enviar um satélite de R$ 8,63 milhões (US$ 5 milhões) ao espaço para descobrir se o cocô dos astronautas poderá ser transformado em combustível.

Projetado para promover educação científica e cooperação, o UnescoSat e vai levar vários tipos de carga. Uma delas levará a bactéria Shewanella MR-1, uma das mais comuns da Terra, para descobrir se ela consegue transformar as fezes dos astronautas em hidrogênio, para usá-lo em células-combustível. A informação foi revelada pelo site Popsci.

A Nasa, agência especial americana, vem usando células-combustível desde a missão Apollo. Os astronautas bebem água produzida pelas células-combustível dos ônibus espaciais, mas como fontes de hidrogênio podem ser um problema em missões espaciais de longa duração, um suprimento renovável poderia ser útil. É aí que entra a bactéria.

Donald Platt, diretor do programa de Ciências e Sistemas Espaciais do Instituto de Tecnologia da Flórida, nos Estados Unidos, explicou que a Shewanella transforma resíduos em hidrogênio, mas os cientistas ainda precisam saber como ela irá se comportar em um ambiente sem gravidade.

A experiência vai testar a capacidade de a bactéria crescer no espaço para descobrir quanto dura seu ciclo de vida.

Outra experiência vai estudar a viabilidade dessa bactéria de sobreviver nas calotas polares de Marte, para ajudar os cientistas a identificar evidências de formas de vida extintas.

O satélie UnescoSat, que deverá ser lançado na primeira metade de 2011, ficará no espaço por cinco anos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Galáxia pode conter buraco negro mais jovem já registrado, diz Nasa

Astrônomos da Nasa afirmaram na segunda-feira (15) ter descoberto o buraco negro mais jovem já registrado. Localizado na galáxia M100, o objeto provavelmente surgiu após a explosão de uma estrela com muita massa, fenômeno conhecido como supernova e que foi detectado por astrônomos na Terra em 1979. Teria, portanto, apenas 30 anos de existência, contados desde a detecção da explosão.

A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M110 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.
Buraco negro 1  
Imagem da galáxia M100, localizada a 50 milhões de anos-luz da Terra. A supernova SN 1979C é indicada na parte inferior da foto, feita pelo Telesc  (Foto: Nasa / AFP Photo)
Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.
Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.
Buracos negros
Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.
No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.
Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Telescópio espacial descobre 'bolhas' no centro da Via Láctea

A Nasa anunciou nesta terça-feira (9) a descoberta de duas bolhas de raios gama no centro da Via Láctea. As estruturas foram detectadas pelo telescópio espacial Fermi. "Não compreendemos completamente sua natureza e origem", afirmou o astrônomo Doug Finkbeiner, o primeiro a discernir a estrutura, que pode ser remanescente de uma erupção de um super buraco negro no centro de nossa galáxia. 
A Nasa anunciou nesta terça-feira (9) a descoberta de duas bolhas de raios gama no centro da Via Láctea. As estruturas foram detectadas pelo telescópio espacial Fermi. "Não compreendemos completamente sua natureza e origem", afirmou o astrônomo Doug Finkbeiner, o primeiro a discernir a estrutura, que pode ser remanescente de uma erupção de um super buraco negro no centro de nossa galáxia. (ilustração: Nasa Goddard)


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Em Alerta Mundial, países se reúnem para falar sobre efeitos do Aumento das Tempestades solares !

Alertados por um recente aumento na atividade solar, mais de uma centena de pesquisadores estão prestes à se reunirem em Helwan, Egito, para discutir um assunto de importância global: as tempestades Solares. Organizado pela NASA e JAXA, com convocação da ONU, o evento será chamado de Primeiro Seminário Internacional de Estudo do Clima Espacial.
Os organizadores esperam resolver alguns dilemas – Como agir quando uma tempestade solar ocorre? Quais providências quando as correntes elétricas correrem através do solo? O que faz o campo magnético da Terra ficar instável?
"Estes são fenômenos globais", diz Joe Dávila do Goddard Space Center, "por isso precisamos ser capazes de controlá-los em todo o mundo."
Os países industrializados tendem a ter uma abundância de estações de monitoramento. Eles podem acompanhar o magnetismo local, correntes de terra, e de ionização, e fornecer os dados para os pesquisadores. Os países em desenvolvimento, localizados, principalmente, em baixas latitudes ao redor do equador magnético da Terra, já não possuem muitas estações. Porém, há um fenômeno que essencialmente não ocorre nos polos. Chama-se “Anomalia Equatorial”. Trata-se de uma fonte de ionização que circula o globo, formando um “bico” em direção ao sol. Esta anomalia tende aumentar durante as tempestades solares, causando problemas nos GPS e tornando a comunicação via rádio impossível.
"A cooperação internacional é essencial para manter o controle da anomalia equatorial", acrescenta. "Nenhum país pode fazer isso sozinho."
Não é coincidência que a reunião inaugural do ISWI está sendo realizada no Egito, um país equatorial. Das 30 nações que enviaram representantes ao ISWI, mais de dois terços são agrupados em torno do equador magnético. Isto poderia levar a uma revolução nos estudos de baixa latitude do clima espacial.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

COMETA C/2010 V1 (Ikeya-Murakami) é nova surpresa para astrônomos.




O novíssimo cometa Ikeya-Murakami é a mais nova descoberta de astrônomos amadores e está sendo visível muito próximo de Saturno. Pena que a sua magnitude ainda seja por volta de 11...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Com medo de acidente, NASA adia última missão do "velho" Discovery

A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou novo vazamento no ônibus espacial Discovery, desta vez durante o abastecimento para o último lançamento da nave, e adiou o voo previsto para 15h04 (17h04 em Brasília) no horário do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Uma nova data para outra tentativa ainda será anunciada.
Durante a transferência de combustível à Discovery, um escape de hidrogênio foi detectado entre um ponto de ligação do tanque externo da nave e uma tubulação de 17 polegadas, que carrega o gás com segurança para fora do ônibus espacial.
Discovery adia hidrogênio 
Vazamento de hidrogênio durante abastecimento adia mais uma vez o último voo do ônibus espacial Discovery, previsto inicialmente para as 15h04 desta sexta, no horário local. (17h04 em Brasília) (Foto: Nasa)
Os engenheiros trabalharam durante a manhã desta sexta-feira para conter o vazamento. Agora, devem se reunir para definir um novo cronograma para a operação. Problemas similares aconteceram durante as missões STS-119, em março de 2009 - também com o ônibus espacial Discovery - e STS-127, em fevereiro de 2008, com a Endeavour.
A missão atual da Discovery, STS-133, é a 39ª do ônibus espacial e marca umas das atividades finais do programa de ônibus espaciais da Nasa. Até o primeiro semestre de 2011, toda a frota deve ser aposentada. O último voo marcado é da nave Endeavour, na missão STS-134, previsto para 27 de fevereiro do ano que vem.

Tripulantes da missão STS-133, última do ônibus espacial Discovery. Da esq. à dir.:  
Tripulantes da missão STS-133, última do ônibus espacial Discovery. Da esq. à dir.: Alvin Drew, Nicole Scott, Eric Boe, Steve Lindsay, Michael Barratt e Tim Kopra. (Foto: Nasa)

Desde 1984 participando dos principais momentos do programa de ônibus espaciais da Nasa, a nave Discovery partirá para a última missão em novembro de 2010 - o 5º adiamento do voo foi anunciado às 10h30 desta sexta-feira (5), depois de 26 anos de serviços prestados. Com o fim do uso desse tipo de veículo, que será abandonado por completo até o primeiro semestre de 2011, o destino provável da Discovery será servir de acervo ao museu Smithsonian.

Robonaut 2, primeiro robô humanoide a viajar rumo à Estação Espacial Internacional 
Robonaut 2, primeiro robô humanoide a viajar rumo à ISS. (Foto: Robert Markowitz / JSC Nasa)
Antes de ser aposentado, o ônibus espacial com mais horas de voo da frota – cerca de 351 dias em órbita – levará seis astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Mas a novidade estará em um sétimo “passageiro”, o robô humanoide Robonaut 2, primeiro do tipo a ser levado ao posto orbital.
Abreviado para R2, o assistente servirá como um experimento da Nasa para saber como robôs humanoides se comportam no espaço. No futuro, caso apresente bom desempenho, ele poderá ser usado em tarefas na ISS, até mesmo caminhadas no espaço.

Recordes e orgulho
O ônibus espacial começou a ser construído em 1979. Foi transportado em 1983 para o Centro Espacial Kennedy. A missão STS-41D, com o objetivo de levar três satélites ao céu, marcou o início do uso da Discovery. O lançamento ocorreu em 30 de agosto de 1984.

Contando a missão atual, STS-133, a nave já participou de 39 operações, em 26 anos de uso. Por duas vezes, a Discovery foi o primeiro veículo da Nasa a voltar ao espaço após as tragédias com os ônibus Challenger, em 1987, e Columbia, em 2003.

Entre as cargas levadas pela nave ao espaço, talvez a principal seja o Telescópio Espacial Hubble, da missão STS-31, em abril de 1990. O aparelho é, atualmente, o responsável por algumas das imagens mais espetaculares de todos os cantos do Universo.

Tripulantes importantes também estiveram a bordo do ônibus espacial. Desde senadores como Jake Garn, dentro da nave em dezembro de 1985 até o homem mais velho a ir ao espaço, John Glenn, integrante da missão STS-95, em outubro de 1998, à época com 77 anos. O norte-americano foi o primeiro astronauta a dar uma volta pela Terra, em 1962.
Discovery matéria 1 
Ônibus espacial Discovery, com 26 anos de uso e 38 missões completadas - sem contar a atual missão, STS-133, que deve levar o primeiro robo humanoide à Estação Espacial Internacional. (Foto: Nasa)
O veículo também foi o primeiro dos Estados Unidos a receber um cosmonauta (astronauta da agência espacial russa): Serguei Krikalev, em março de 1994. Quatro anos mais tarde, a Discovery seria o último ônibus a acoplar com o extinto posto orbital Mir, durante a missão STS-91, em fevereiro de 1998.
Ao todo, foram 143 milhões de milhas viajadas (cerca de 230 milhões de quilômetros), 5.628 voltas ao redor da Terra e 246 passageiros em missões da Discovery.

A Nasa ainda prevê um voo com o ônibus espacial Endeavour,  marcado para 27 de fevereiro de 2011. Outra nave orbital que também era utilizada pela agência espacial norte-americana, o ônibus espacial Atlantis, partiu em sua última missão em maio deste ano.

 Minha primeira visita no KSC-NASA, aonde pude conhecer de perto o Space Shuttle.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sonda é bem-sucedida em manobra para analisar núcleo de cometa

Deep Impact chegou a 700 km do cometa Hartley 2 nesta quinta-feira (4).
Missão EPOXI busca dados sobre núcleo do pequeno e hiperativo astro.


Gravura mostra Deep Impact passando pelo cometa Hartley 2Gravura mostra Deep Impact passando pelo cometa Hartley 2 (ilustração: Nasa)
A Nasa, a agência espacial americana, aproximou com sucesso a sonda Deep Impact do cometa Hartley 2 nesta quinta-feira (4).
Uma das primeiras imagens enviadas pela sonda para a base da missão 
Uma das primeiras imagens enviadas pela sonda para a base da missão (reprodução)
O objetivo do projeto, batizado EPOXI, é analisar o núcleo de um cometa pequenino mas hiperativo, caracterizado pela liberação de jatos de gases que podem até alterar sua trajetória.
A Deep Impact chegou a 700 quilômetros do "alvo" a uma velocidade relativa (considerando o movimento da nave e do cometa) de 12 km por segundo.
A primeira imagem do Hartley 2 chegou à base da missão, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia, às 13h01 (hora de Brasília). A sequência completa está disponível no site da Nasa.
O Hartley 2, em imagem enviada pela sonda Deep ImpactO Hartley 2, em imagem enviada pela sonda Deep Impact (Foto: Nasa / JPL-Caltech)
Há cinco anos, a Deep Impact disparou um objeto contra o cometa Tempel 1para colher dados sobre seu núcleo. Foi a primeira vez que informações sobre o núcleo de um cometa foram obtidas.
Dados do 'encontro' com o cometa Hartley 2 chegam nos próximos momentosPrimeira imagem do 'encontro' com o cometa Hartley 2 chegou às 13h01 de Brasília (ilustração: Nasa / JPL-Caltech)

domingo, 31 de outubro de 2010

'Terras' fora do Sistema Solar podem ser comuns

Cientistas da Universidade da Califórnia, na cidade norte-americana de Berkeley, afirmam que planetas com o tamanho da Terra podem ser comuns fora do Sistema Solar. Os astrônomos Andrew Howard e Geoffrey Marcy, juntos a outros pesquisadores, publicaram os resultados de estudo sobre o tema na revista Science nesta sexta-feira (29).

Segundo os estudiosos, um em cada quatro estrelas parecidas com o Sol podem contar com astros girando ao seu redor, com massas entre 5 até 30 vezes a do "Planeta Azul". As estimativas mais aceitas na comunidade científica trabalham com chances mais remotas como uma estrela a cada 100. No estudo, foram considerados 33 planetas, que circulam 22 estrelas.





 
 
 
 
 
 
Durante a pesquisa, os astrônomos focaram a atenção em um total de 166 estrelas a até 80 anos-luz do Sistema Solar. Um ano-luz é a distância percorrida pelo raio de luz durante um ano, com velocidade de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo - a medida equivale a cerca de 9 trilhões de quilômetros.

Os pesquisadores procuraram por abalos na órbita das estrelas, do tamanho do Sol ou tipos menores conhecidos como anãs-laranjas, causados por planetas entre 3 até 1.000 vezes o volume da Terra.

Descobriram que 1,6% dos "sóis" contavam com companheiros sem luz própria do tamanho de Júpiter. Doze por cento tinham planetas de três até dez vezes a massa da Terra, os menores possíveis de serem detectados.

Os dados coletados pelos cientistas de Berkeley mostram que astros do tamanho de Netuno ou menores podem ser mais comuns que gigantes como Júpiter.

"Se pegarmos 100 estrelas como o Sol, um ou dois planetas vão ter o tamanho de Júpiter, quase seis teriam o volume de Netuno e cerca de 12 seriam quase como a Terra", diz Howard. "Nós arriscamos dizer que a estimativa para astros com apenas 1,5 e duas vezes o tamanho do nosso planeta é de 23% para cada centena de estrelas."

Durante o levantamento, os astrônomos também catalogaram 12 novos exoplanetas, a serem confirmados pela comunidade científica. Caso sejam validados, a equipe terá ligado 45 planetas em órbita de 32 estrelas.


Exoplanetas

A agência nacional norte-americana mantém um programa conhecido como Missão Kepler com o objetivo de detectar novos planetas fora do Sistema Solar. Howard e Marcy esperam combinar os dados da pesquisa com novas informações enviadas pela sonda lançada em 6 de março de 2009, com o foguete Delta 2.

Ao invés de focar na estimativa da massa dos planetas, a Kepler consegue medir o diâmetro do planeta com boa precisão. A meta é pesquisar 156 mil estrelas de fraco brilho aparente, coletando dados de 120 a 260 "Terras". Esses astros estariam orbitando cerca de 10 mil do total de estrelas pesquisado.

Normalmente, astrônomos só detectam planetas muito próximos às estrelas, o que representa um potencial para outros astros do tamanho da Terra surgirem, a distâncias maiores, incluindo a faixa dos 150 milhões de quilômetros que afastam o nosso planeta do Sol.

Outro objetivo é encontrar candidatos a uma distância conhecida como "goldilocks", nas quais os planetas estariam nem tão longe, nem tão perto da fonte luminosa, podendo conter água líquida na superfície. Essa é uma das condições mais procuradas por cientistas, já que pode indicar um local favorável para o desenvolvimento de seres vivos.

G1 lista 10 cidades ideais para observar as estrelas


Para quem quer descansar e aproveitar o feriado sem percorrer grandes distâncias, observar estrelas pode ser uma atividade prazerosa. Há quem pense que é preciso ir longe, ou que não há muito que se ver, mas o fato é que cidades do interior são ótimos pontos para observação amadora e há diversas constelações e planetas que podem ser vistos a olho nu nesta época do ano, sem a necessidade de equipamentos ópticos.

“As pessoas costumam olhar rapidamente para o céu, e não têm paciência para perceber o que está lá. Nesta época do ano, por exemplo, é possível ver Vênus e Júpiter, no começo da noite. São objetos muito brilhantes, evidentes e fáceis de serem identificados”, diz o astrofísico Carlos Henrique Veiga, chefe da Divisão de Atividades Educacionais do Observatório Nacional.

Além desses objetos, outras constelações podem ser vistas em todo o país em novembro, segundo levantamento feito pelo Observatório a pedido do G1. “As mesmas figuras podem ser vistas em todo o país, com pequenas diferenças de horários, já que os planetas têm movimento”, afirma Veiga.

Segundo o Observatório, com o início da primavera, o chamado “céu de verão” já é visível do meio para o final da noite. O “céu de verão” é o nome que se dá ao conjunto de constelações que estão bem visíveis logo na primeira parte da noite.

Mas, mesmo para "simplesmente" observar as belezas da natureza, é importante seguir algumas dicas para garantir que as constelações e planetas sejam mesmo vistos a olho nu. Para ajudar na busca pelo lugar ideal, o G1 destacou 10 cidades que se enquadram nas orientações de especialistas, seguindo, principalmente, o primeiro critério fundamental: estar a mais de 50 km de grandes centros urbanos.

"A luminosidade é a grande vilã dos astrônomos, então deve-se evitar lugares com muita luz artificial e dar preferência a ambientes mais escuros. Qualquer interior de grande cidade poderia ser usado como ponto de observação. A ideia é sair da luz das grandes cidades", afirma o astrofísico Veiga.

Mesmo distantes dos grandes centros e de áreas industriais, já que a poluição também prejudica a visibilidade na hora da observação, cidades litorâneas, próximas a praias ou até mesmo a rios e lagos, devem ser evitadas devido à grande quantidade de nuvens.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cientistas afirmam ter encontrado 1ª evidência de matéria escura

Dois astrônomos norte-americanos afirmam ter obtido evidências que confirmam, pela primeira vez, a existência de matéria escura, substância que os cientistas acreditam compor a maior parte do Universo. Até o momento, não há provas que a substância exista, embora os especialistas apostem na possibilidade pela influência exercida na matéria visível. As informações são do site LiveScience.

Dan Hooper, da Universidade de Chigago e do laboratório de aceleração de partículas Fermilab, e Lisa Goodenough, da Universidade de Nova York, disseram ter encontrado sinais da destruição de partículas de matéria escura, detectados a partir de explosões gigantes na região do centro da Via Láctea.

Os dados coletados foram enviados à revista Physics Review Letters B e aguardam a revisão de outros físicos e astrônomos, costume comum em publicações científicas para confirmar os estudos antes de serem publicados.

"Nada que nós tentamos chegou perto de explicar os resultados das observações que fizemos, com exceção da matéria escura", afirma Hooper. "É sempre difícil ter certeza se você não se esqueceu de nenhuma hipótese, mas, até agora, conversei com muitos especialistas e não escutei nenhuma alternativa mais plausível."

Segundo os pesquisadores, as observações mostram que a matéria escura seria composta por partículas conhecidas como WIMPs, com massas estimadas entre 7,3 e 9,2 GeV (giga elétron-volt), valores quase nove vezes maiores que a massa de um próton.

23% da matéria do Universo

Criada em 1930, a teoria da matéria escura surgiu como uma explicação para a velocidade de estrelas e galáxias, que deveria ser motivada por uma quantidade muito maior de matéria do que a visível.

Do universo como um todo, 72% é energia escura, 23% é matéria escura e quase 5% matéria visivel. Portanto, a matéria visível (ou bariônica dos átomos e moléculas) representa cerca de 20% do total de matéria do universo, explica o astrônomo Cássio Barbosa, colunista do G1.

"É o maior acontecimento com relação à materia escura desde que nós descobrimos que ela existe," diz Hooper. "Até nenhuma explicação alternativa surgir, sim, eu acho que nós finalmente encontramos."

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Hartley 2 pode provocar surgimento de nova chuva de Meteoros

Este mês, o cometa Hartley 2 trouxe uma boa surpresa e um show para os astrônomos amadores. Um cometa verde com cauda de poeira avermelhada está sendo observado através de pequenos telescópios, e pela Deep Impact da NASA / sonda EPOXI  que está prestes à enviar  imagens dramáticas de seu vôo rasante sobre o núcleo do cometa em 04 de novembro.

Cometa 103P/hartley 2 fotografado em 20 de outubro por Mike Broussard de Maurice, Louisiana.








Entretanto, uma outra faceta está chamando a atenção dos astrônomo: Poderia este cometa produzir uma chuva de meteoros?

 Dois Bólidos observados pelas câmeras da NASA


"Provavelmente não", diz Bill Cooke do Escrtiório de Meteoroides da  NASA, mas vimos algo que me faz pensar. "


Em 16 de outubro, as câmeras NASA flagraram um par de bolas de fogo incomuns cruzando o céu noturno sobre Alabama e Geórgia. Eram brilhantes, lentas  - e aqui está o que tornou incomum - estranhamente HÁ UMA SEMELHANÇA COM UMA OUTRA bola de fogo que passou NO leste do Canadá cinco horas antes. A bola de fogo canadense foi gravada por um outro conjunto DE câmeras operadas pela University of Western Ontario (UWO). Como as bolas de fogo foram registrados por várias câmeras, foi possível triangular a sua posição e DEDUZIR suas órbitas antes que eles atinGISSEM a Terra. Isto levou a uma conclusão notável:

"As órbitas das duas bolas de fogo eram muito similares", diz Cooke. "É como se viessem de um fonte comum."

Há um candidato situado há apenas 11 milhões de quilômetros de distância: o pequeno, mas ativo cometa Hartley 2, que está fazendo um das maiores aproximações à Terra de um cometa nos últimos séculos. Acontece que as órbitas das duas bolas de fogo não só foram semelhantes entre si, mas também mais ou menos semelhante à órbita do cometa. Além disso, meteoros do cometa Hartley seria de esperar que atingem a atmosfera da Terra a uma velocidade relativamente lenta - assim como as duas bolas de fogo fizeram.

Corrêa salienta que esta poderia ser uma coincidência. "Milhares de meteoróides atingem a atmosfera da Terra a cada noite.
Mesmo assim, ele pretende manter-se atento para as noites seguintes, especialmente em 02 de novembro e 3. Nesta data é quando uma chuva de meteoros potencial Hartley-id seria mais intensa, segundo cálculos de especialista em meteoros Peter Brown, da UWO.
O cometa esteve mais próximo à Terra em 20 de outubro, mas isso não é necessariamente o momento que há o pico de uma chuva de meteoros. Corrêa explica: "O cometa tem sido poeira espacial por milhares de anos, deixando para trás de si uma nuvem que é muito maior do que ele mesmo, e sob a pressão da radiação solar e encontros planetários, esta nuvem de poeira não se afasta muito, apenas o suficiente. para tornar a data do chuveiro diferentes a partir da data de maior aproximação do cometa. "

Se houver uma chuva associada ao Hartley será na Constelação de Cisne e visível para observadores do hemisfério Norte no início de novembro.

"Definitivamente vou ficar com nossas câmeras ligadas", diz Cooke. "Provavelmente vai ser um surpresa. Nós podemos descobrir uma chuva de meteoros totalmente nova."

Novo plano para Nasa redefine destino da exploração espacial

 
A aposentadoria dos ônibus espaciais acontece no momento conturbado para a Nasa, em que o presidente dos EUA, Barack Obama, apresenta um novo plano para a agência e estabelece novas balizas para o Programa Espacial Americano.

O plano surge sob a promessa de ajudar a recuperar a economia do país e de revolucionar a exploração do espaço com voos tripulados mais baratos, duradouros, velozes e seguros. Para isso, estabelece o cancelamento do Programa Constellation, que levaria os americanos de volta à Lua, o aumento de U$ 6 bilhões no orçamento da Nasa para os próximos cinco anos e a transferência da construção de espaçonaves para a iniciativa privada.

O objetivo do pacote é aquecer a indústria aeroespacial, criar empregos, reduzir os custos das viagens ao espaço e apressar o desenvolvimento de tecnologias de ponta. O plano tem por meta, ainda, abrir caminho para que a Nasa reassuma sua função primordial - esquecida há algumas décadas - de realizar pesquisas científicas e promover inovação, conforme ressaltou Obama no discurso de pronunciamento da proposta.

Apesar do tom otimista do anúncio, as novas diretrizes foram recebidas com pouco entusiasmo. O cancelamento do Constellation implica a perda de cinco anos de testes e de U$ 9 bilhões já investidos no programa. Já a terceirização das espaçonaves suscita dúvidas sobre o preparo da indústria privada para assumir essa responsabilidade.

Causas
A decisão de cancelar o Constellation foi motivada principalmente pela inviabilidade do projeto. À pedido da administração de Obama, uma comissão avaliou o programa e chegou a conclusões nada animadoras: o orçamento havia estourado, o cronograma estava atrasado e o projeto era pouco inovador.


Desse diagnóstico nasceu a necessidade de estabelecer uma nova estratégia para a Nasa, que garantisse o futuro da viagem espacial americana, mas fosse compatível com a atual condição financeira do país.

José Bezerra Pessoa Filho, tecnologista sênior do Instituto de Aeronáutica e Espaço, adverte que é preciso analisar o plano de Obama com um olhar mais critico. Para ele, o que o presidente americano apresenta como “nova visão para a exploração espacial no século 21” seria apenas uma saída menos vexatória para suas decisões, já que indústrias comerciais, sobretudo aquelas ligadas ao setor de defesa dos EUA, trabalham no Programa Espacial Americano desde o início.

“O que ele [Obama] pretende é fazer com que novos atores entrem nesse mercado, sob a alegação de que isso deve baratear os custos de desenvolvimento. Lá, como aqui, volta-se ao debate de que a iniciativa privada pode fazer melhor e mais barato do que o governo. Certamente, tais expectativas são fundadas na realidade americana, sendo difícil contestá-las”.

Duília de Mello, pesquisadora brasileira do Centro de Vôo Espacial Goddard da Nasa, também não vê o envolvimento da iniciativa privada como grande novidade ou como ameaça ao programa espacial. “A Nasa já terceiriza a maioria das missões e trabalha lado a lado com a indústria americana. Mas o que está faltando agora é uma lista de prioridades antes de abrir concorrência. A segurança com certeza estará entre elas”, afirma.

Principais aspectos do plano de Obama

1 - Acréscimo de U$ 6 bilhões ao orçamento da Nasa para os próximos cinco anos
2 - Cancelamento do Programa Constellation, que previa a construção dos foguetes Ares e da nave tripulada Orion para levar o homem de volta à Lua
3 - Criação de 2.500 postos de trabalho até 2012
4 - Utilização dos recursos da Nasa para estimular o setor privado a desenvolver novas tecnologias e naves espaciais
5 - Apresentação do projeto de um novo foguete propulsor até 2015 e de um novo veículo tripulado para exploração espacial até 2025
6 - Extensão do tempo de operação da ISS por mais 5 anos, garantindo seu funcionamento até 2020
7 - Aproveitamento de parte do que já foi feito no Constellation para produzir uma versão reduzida da nave Orion, que sirva como veículo de escape da ISS em situações de emergência
8 - Realização de missões robóticas precursoras para fazer demonstrações tecnológicas e um reconhecimento prévio dos locais a serem explorados
9 - Envio de astronautas para um asteroide pela primeira vez na história entre 2025 e 2030
10 - Envio de astronautas para a órbita de Marte por volta de 2030

Missão à Asteróide é mais arriscada do que ida à Lua


A chegada do homem à lua foi uma conquista imensa. Agora, o presidente deu à Nasa uma tarefa ainda mais difícil, com certa qualidade hollywoodiana: enviar astronautas a um asteroide, uma rocha gigante em velocidade, daqui a apenas 15 anos.
Especialistas espaciais dizem que essa viagem poderia levar muito mais meses do que a viagem à lua e apresentar perigos muito maiores. "É realmente a coisa mais difícil que podemos fazer", disse Charles Bolden, administrador da Nasa.
Uma viagem a um asteroide pode fornecer treinamento vital para uma missão futura a Marte. A missão ajudaria a desvendar segredos sobre como nosso sistema solar se formou. E também poderia dar à humanidade o know-how para realizar algo que foi feito apenas em filmes por alguns heróis estrábicos de queixo quadrado: salvar a Terra de uma colisão com um asteroide mortal.
"Poderíamos salvar a humanidade. Vale a pena, não?", disse Bill Nye, consultor científico televisivo e vice-presidente da Planetary Society. O presidente Barack Obama esboçou a nova orientação da NASA durante uma visita ao Kennedy Space Center, na quinta-feira.
"Até 2025, esperamos que uma nova espaçonave projetada para longas viagens possibilite que iniciemos as primeiras missões tripuladas a lugares além da lua no espaço profundo", ele disse. "Vamos começar enviando astronautas a um asteroide pela primeira vez na história."
No dia em que o presidente anunciou a meta, a força-tarefa da Nasa, composta por cientistas, engenheiros e ex-astronautas, se reuniu em Boston para trabalhar num plano com o intuito de proteger a Terra de uma colisão catastrófica com um asteroide ou cometa.
A Nasa acompanha quase sete mil objetos próximos à Terra com diâmetro maior do que alguns metros. Desses, 1.111 são "asteroides potencialmente perigosos". Objetos maiores do que 1 km são grandes aniquiladores e atingem a Terra a cada algumas centenas de milhares de anos. Os cientistas acreditam que um asteroide com cerca de 9,5 km de diâmetro levou os dinossauros à extinção 65 milhões de anos atrás.
Aterrissar num asteroide e mudar seu curso no tempo preciso "iria demonstrar de uma vez por todas que somos mais inteligentes que os dinossauros e conseguimos evitar o que eles não conseguiram", disse o conselheiro científico da Casa Branca John Holdren.
Especialistas não têm em mente nenhum asteroide em particular para a viagem ao espaço profundo, mas existem algumas dúzias de candidatos, a maioria dos quais localizados até oito milhões de quilômetros da Terra. Isso é o equivalente a 20 vezes a distância da lua, que em média se localiza a cerca de 384 mil quilômetros da Terra.
A maioria dos asteroides candidatos tem menos de 400 metros de diâmetro. A lua tem cerca de 3.476 km de diâmetro. A viagem a um asteroide poderia fornecer pistas sobre a formação do sistema solar, porque os asteroides são essencialmente fósseis de 4,6 bilhões de anos, quando os planetas começaram a se formar, disse Don Yeomans, gestor do programa de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
E uma missão a um asteroide poderia ser um treinamento em solo para Marte, dada a distância e o ambiente desconhecido. "Se os humanos não conseguirem chegar a objetos próximos à Terra, eles não conseguirão chegar à Marte", disse o professor de astronáutica do MIT, Ed Crawley. Além disso, os asteroides contêm substâncias como hidrogênio, carbono, ferro e platina, que podem ser usadas por astronautas para produzir combustível e equipamentos - habilidades que também seriam necessárias numa visita a Marte.
Enquanto a Apolo 11 levou oito dias para chegar à lua e voltar à Terra em 1969, uma viagem de ida e volta típica a um asteroide próximo à Terra duraria cerca de 200 dias, Crawley disse. Isso exigiria uma nova propulsão e tecnologia de suporte de vida. E também seria mais arriscado. Abortar a missão numa emergência também deixaria as pessoas presas no espaço por várias semanas.
A agência espacial talvez precise desenvolver habitações especiais, escudos contra radiação ou outras novas tecnologias para permitir que os astronautas vivam no espaço profundo por tanto tempo, disse Bobby Braun, chefe de tecnologia da Nasa.
Embora um asteroide esteja mais distante que a lua, a viagem usaria menos combustível e seria mais barata porque o asteroide não tem gravidade. O foguete que levar os astronautas de volta para casa não teria que gastar combustível para escapar da força gravitacional do asteroide.
Por outro lado, por causa dessa falta de gravidade, a nave espacial não aterrissaria com segurança no asteroide, pois ricochetearia na superfície. Assim, seria necessário pairar próximo ao asteroide, e os astronautas teriam que se lançar ao espaço em direção à superfície, disse Yeomans.
Ao chegar lá, eles precisariam de uma combinação de mochilas propulsoras, estacas ou redes que lhes permitissem caminhar sem oscilar na superfície do asteroide ou flutuar para longe, ele disse. "É preciso algo para segurar você em solo", Yeomans explica. "Você se lançaria ao espaço cada vez que desse um passo."
Apenas o fato de estar lá poderia ser extremamente desorientador, disse o cientista planetário Tom Jones, copresidente da força-tarefa da Nasa para proteção da Terra de objetos perigosos. A rocha seria tão pequena que o sol daria voltas pelo céu e o horizonte teria apenas alguns metros de extensão. A oito milhões de quilômetros de distância, a Terra se pareceria com um mero projétil no céu. "Estar num asteroide é estar um ambiente estranho e desconhecido", Jones disse.
Mas Jones, ex-astronauta, disse que isso não impediria os astronautas de competir para fazer parte da missão: "Temos muitas pessoas entusiasmadas em relação à exploração de um mundo antigo e desconhecido."

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cometa Hartley 2 continua repercutindo na Imprensa

Meteoro, meteoritos ou meteoróides???

Quem nunca cometeu um erro para não ser corrigido? Quem é tão sábio para não cometer nenhum erro?
Recentemente, fui duramente corrigido por uma pessoa que pensa ser a maior autoridade astronômica do planeta. E logo num assunto, para o qual não há uma definição unânime. Trata-se do uso do termo “Cratera de Meteoro”, utilizada por mim no programa “Espaço Aberto” da Globonews sobre o Tema “Crateras do Brasil”.
O mais interessante, que a correção utilizou-se do Wikipédia e não de um tratado científico publicado por um astrônomo profissional de renome internacional.
Vejamos o que a Wikipédia define (sem citar autores)
Meteoro designa o fenômeno luminoso observado quando da passagem de um meteoróide pela atmosfera terrestre. Este fenômeno que pode apresentar várias cores, que são dependentes da velocidade e da composição do meteoróide, um rastro, que pode ser designado por persistente, se tiver duração apreciável no tempo, e pode apresentar também registro de sons. Um meteoro é também por vezes designado de estrela cadente.
A aparição dos meteoros pode-se dar sob duas formas: uma delas são as designadas "chuvas de meteoros" ou "chuva de estrelas cadentes" ou simplesmente "chuva de estrelas", em que os meteoros parecem provir do mesmo ponto do céu noturno, denominado de radiante. Outra forma é a de "meteoros esporádicos"
Existem dois tipos de meteoros que se destacam pela sua espectacularidade: as Bolas de Fogo e os Bólides
Meteoroides são fragmentos de materiais que vagueiam pelo espaço e que, segundo a International Meteor Organization (Organização Internacional de Meteoros), possuem dimensões significativamente menores que um asteroide e significativamente maiores que um átomo ou molécula, distinguindo-nos dos asteroides - objetos maiores, ou da poeira interestelar - objetos micrométricos ou menores.
Os meteoróides derivam de corpos celestes como cometas e asteróides e podem ter origem em ejeções a de cometas que se encontram em aproximação ao sol, na colisão entre dois asteróides, ou mesmo ser um fragmento de sobra da criação do sistema solar. Ao entrar em contacto com a atmosfera de um planeta, um meteoróide dá origem a um meteoro.
Meteoróides que atingem a superfície da Terra são denominados meteoritos.
Um meteorito é a denominação dada quando um meteoróide, formado por fragmentos de asteróides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilômetros de diâmetro, alcançam a superfície da Terra, pode ser um aerólito(rochoso), siderito (metálico) ou siderólito (metálico-rochoso).

Composição
Ao contrário dos meteoros (popularmente chamados de estrelas cadentes), os meteoritos que atingem a superfície da Terra não são consumidos completamente pelo fogo decorrente do atrito da atmosfera. Os mais comuns não contêm misturas de elementos, sendo compostos por côndrulos, podendo também conter partículas de ferro. Os condritos carbonácios podem conter moléculas complexas de hidrocarbonetos. Os meteoróides são corpos no espaço que ainda não atingiram a atmosfera terrestre.
Os meteoritos metálicos são constituídos por ferro (aproximadamente 85%) e níquel (aproximadamente 14%), podendo conter outros elementos em menor proporção. São também designados de sideritos.
Além desses, ainda existem os meteoritos ferro-rochosos, que são uma mistura da liga de ferro-níquel (50%) e outros minerais (50%).
Meteoritos Encontrados
O maior conhecido é o Hoba West, foi encontrado próximo de Grootfontein, Namíbia tem 2,7 m de comprimento por 2,4 m de largura e peso estimado de 59 toneladas.
O maior em exibição em um museu é o Cabo York que pesa aproximadamente 30 toneladas, foi encontrado perto de Cabo York, Groenlândia em 1897 pela expedição de Robert Peary e está no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
No Brasil o maior meteorito encontrado é o chamado Pedra de Bedongó, que caiu no sertão da Bahia em 1784 e está exposto no Museu Nacional, no Rio de Janeiro desde 1888. Em junho de 2010, um condrito caiu na zona rural do município de Varre-Sai, no estado do Rio de Janeiro.[1]
Então, em bom português o que ocorre é que um meteoróide passa pela atmosfera na forma de Meteoro e atinge a terra como um meteorito.
Distantes do público pelo discurso científico técnico e pelo ofício, alguns profissionais são muito presos à termos técnicos que confundem as pessoas. Já nós, os amadores, tentamos trazer a astronomia bem próxima do público, utilizando termos aceitos na maioria das publicações e sites especializados.

 Site www.meteorcrater.com que mostra os dois termos: "Meteor Crater" e "Meteorite Crater". 










Site www.geology.com mostra "Meteor Craters" ao redor do Mundo.


















Assim sendo... eu vou continuar chamando os "buracos" feitos por "estrelas cadentes" de Crateras de Meteoros... e tenho dito...